Pequim (Chi-na) - Ontem, os EUA voltaram a frustrar o sonho da medalha de ouro do Brasil no torneio de futebol feminino das Olimpíadas. Na revanche da decisão de Atenas-2004, as norte-americanas sofreram pressão das brasileiras, mas conseguiram a vitória por 1 a 0 na final em Pequim e conquistaram o bicampeonato sobre a geração de Marta, Cristiane, Daniela Alves e companhia.
O Brasil chegou a dominar boa parte da partida, e teve pelo menos duas ótimas chances de marcar com Marta. No entanto, a goleira Hope Solo garantiu a invencibilidade das redes do time de Pia Sundhage, que conquistou a vitória na prorrogação com um gol de Carli Lloyd. A goleira Bárbara ainda conseguiu evitar o pior ao longo do tempo regulamentar, mas não conseguiu repetir a defesa no lance decisivo da partida.
A derrota encerrou a bela campanha das comandadas de Jorge Barcellos, que estrearam com empate sobre a Alemanha e venceram Coréia do Norte e Nigéria na primeira fase. Na seqüência, ainda venceram a Noruega (que havia derrotado os EUA na estréia) por 2 a 1 nas quartas-de-final, antes de eliminar nas semifinais a mesma Alemanha - que ficou com o bronze, repetindo o pódio de 2004, e que havia vencido o Brasil na final da Copa do Mundo de 2007.
As norte-americanas co-meçaram o jogo tocando a bola, esperando o Brasil sair da defesa e tentando as primeiras chances com Amy Rodriguez, aos três e aos sete minutos. As brasileiras tentaram responder com o chute de Daniela Alves pela direita aos 12 minutos, mas a bola saiu fraca e ficou com Hope Solo.
Os EUA não conseguiam chegar perto do gol, mas tocavam bola no ataque. No entanto, as comandadas de Jorge Barcellos se compuseram e começaram a sair de trás com lançamentos para a dupla de ataque. Aos 31 minutos, Cristiane recebeu na entrada da área e fugiu da trombada de Chalupny, mas tocou muito forte e deixou a bola escapar para Solo. Hucles chegou a ter uma chance para equilibrar de novo a balança, mas mandou para fora o passe que recebeu na meia-lua da área aos 40. Porém, foi Cristiane quem voltou a ameaçar no minuto seguinte, batendo por sobre o travessão.
A essa altura, as brasileiras já eram melhores em campo, e chegaram mais perto da área de Hope Solo. Marta tentou aos 17 e Simone arriscou de longe aos 19, tentando encobrir a goleira dos EUA, mas as duas oportunidades foram muito altas. Melhor jogadora do mundo na atualidade, a camisa dez do Brasil ainda teve uma chance valiosíssima aos 26 minutos, driblando duas defensoras e soltando uma bomba dentro da área - Solo operou um milagre e defendeu com o braço direito.
Porém, depois de pressionar, foram as brasileiras que cederam espaços na partida. Aos 40 minutos, Rodriguez ganhou de Renata Costa e tentou entrar na área, mas parou em Bárbara. A goleira se complicou e deixou a bola sobrar, mas conseguiu se recuperar e afastar no chutão. Depois, aos 45, a defesa do Brasil falhou e deixou a bola de novo para Rodriguez, que, sozinha, só não marcou porque Bárbara também fez seu milagre e evitou o gol por cobertura.
A prorrogação deu seqüência à pressão das campeãs olímpicas, que marcaram aos seis minutos: Lloyd recebeu o passe na entrada da área e arriscou o chute da esquerda, cruzado, vencendo Bárbara. O Brasil ainda teve boa chance aos 11 minutos, mas Marta foi barrada por Rampone na primeira tentativa - no rebote, a defesa afastou. No segundo tempo, sem fôlego, o Brasil teve uma boa chance em falta de sua craque, mas os EUA ainda responderam com uma bola na trave. Ninguém, porém, alterou o placar.
inícioXangai (China) - A Seleção Brasileira masculina de futebol tinha grande esperança em ganhar o ouro inédito dos Jogos Olímpicos de Pequim. Mas o sonho acabou em uma desastrosa derrota na semifinal diante da Argentina.
Agora, resta apenas a opção de disputar nesta sexta-feira a medalha de bronze contra a Bélgica. A partida acontece no Estádio Olímpico de Xangai, a partir das 8 h (de Brasília).
O lado psicológico é o que mais preocupa. Os jogadores não conseguiram esconder o abatimento pelo inesperado resultado de 3 a 0 sofrido contra o maior rival da América do Sul. O meia Ronaldinho Gaúcho era um dos mais chateados com o fracasso.
- Difícil é, mas não é primeira decepção que sofro em minha carreira -, explica Ronaldinho Gaúcho, que vinha de uma péssima campanha com a seleção na Copa do Mundo de 2006.
- É complicado falar, pensar, mas agora é tentar uma motivação para pegar a Bélgica -, emenda. O meio-campista Hernanes reforça o sentimento de decepção dos jogadores. Desde que a seleção iniciou o projeto Pequim-2008, o jogador do São Paulo ressaltava o sonho de buscar o título inédito da competição para o futebol brasileiro.
- Você fica muito abatido, eu estava confiante em levar o ouro, queria
muito, eu me preparei para isso. Estou frustrado, decepcionado, era um objetivo
que busquei muito. Mas é levantar a cabeça -, afirma.
Ao técnico Dunga, a medalha de bronze é a única esperança
para diminuir a pressão.
- Vamos dar seqüência ao nosso trabalho. A derrota acarreta pressão, mas temos que continuar. Este é o momento de termos frieza -, diz o treinador, que acumula em 2008 diversos resultados ne-gativos em amistosos e nas Eliminatórias com a seleção principal.
Para o segundo confronto diante da Bélgica nas Olimpíadas (o primeiro foi vencido pelos brasileiros por 1 a 0), Dunga terá grandes problemas. Expulsos diante da Argentina, o volante Lucas e o meio-campista Thiago Neves cumpre suspensão. Já o atacante Rafael Sóbis sofreu uma lesão no cotovelo direito e está vetado pelo departamento médico. Do lado belga, a ordem é tentar dar o troco da derrota na estréia olímpica, em Shenyang. Mas a equipe também sofreu um resultado improvável na semifinal: acabou derrotada por 4 a 1 para a Nigéria, adversária da Argentina na briga do ouro.
inícioQingdao (Chi-na) - Os brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada chegaram na terceira colocação na regata da medalha, ontem, e conquistaram a prata da classe Star nos Jogos de Pequim. O ouro ficou com os britânicos Iain Percy e Andrew Simpson, enquanto os suecos Fredril Loof e Anders Ekstrom, que chegaram à disputa final como favoritos ao ouro, tiveram se contentar apenas com o bronze.
Após 11 etapas, os brasileiros somaram 53 pontos perdidos, o mesmo número dos nórdicos - os representantes nacionais ficaram à frente porque o primeiro critério de desempate é a melhor colocação na regata da medalha, onde os suecos ficaram com a décima e última colocação. Por sua vez, os britânicos tiveram perderam apenas 45 pontos em toda a disputa.
Foi com muita confusão e emoção que os brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada conquistaram a primeira medalha de prata do Brasil nos Jogos de Pequim. Começando a regata da medalha - prova que vale o dobro da pontuação e decide a competição entre os dez melhores das regatas anteriores -, na terceira colocação da classificação geral, Scheidt e Prada tinham poucas chances de conquistar a medalha de ouro ou mesmo a de prata, já que para isso precisavam cruzar a linha de chegada com grande vantagem sobre os britânicos e/ou os suecos.
Contudo, o vento forte na raia favoreceu o estilo de Scheidt e Prada. Depois de um início complicado, quando eles foram marcados pelos franceses Xavier Rohart e Pascal Rambeau, que também chegaram à disputa com chances de bronze, os brasileiros contornaram a primeira e a segunda bóia na liderança.
- Fizemos uma boa largada, saímos forte. Nosso início de prova foi muito bom -, analisa Robert. A situação, porém, se inverteu na hora de contornar a terceira bóia, quando os brasileiros caíram para a quinta colocação.
- Foi um momento meio tenso, eles passaram por dentro e do jeito que ficou a gente perdia o bronze. Mas recuperamos um pouco no final. Ressurgimos das cinzas -, comemorou Scheidt, que cruzou a linha de chegada em terceiro lugar. O fato é que com esta conquista, Robert Scheidt, porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos de Pequim, garante seu quarto pódio olímpico. Depois de dois ouros (Atlanta-1996 e Atenas-2004) e uma prata (Sydney-2000) na classe Laser, esta é a primeira medalha do velejador na Star.
inícioPequim (China) - O atletismo brasileiro classificou os dois revezamentos 4x100m, masculino e feminino, para as finais dos Jogos Olímpicos de Pequim.
A equipe masculina terminou em quarto lutar na primeira bateria eliminatória, e passou para a próxima fase no critério do tempo. O quarteto brasileiro marcou 39s01 e foi beneficiado pela desclassificação dos Estados Unidos, que teve Tyson Gay deixando o bastão cair.
O revezamento teve na primeira colocação geral o grupo de Trinidad e Tobago com 38s26. A segunda melhor marca foi da Jamaica com 38s31, seguida pelo Japão com 38s52. Os brasileiros passaram à final com a oitava e última marca.
Ao contrário do revezamento masculino que precisou do critério de tempo para se classificar, o 4x100m feminino fez bonito em sua bateria eliminatória e garantiu a terceira colocação com 43s38 e a vaga na final. As brasileiras terminaram a prova atrás da Bélgica (42s92) e da Grã-Bretanha (43s02).
A velocista Rosângela Santos nem acreditou no final da corrida, e promete muito mais para a disputa da medalha nesta sexta-feira, a partir das 10h15 (horário de Brasília).
- Não estou acreditando muito, mas amanhã (hoje) vamos para cima delas para conquistar esta medalha para o Brasil -, prometeu a adolescente Rosângela, que fechou o revezamento. Aos 18 anos, ela chegou às Olimpíadas motivada pelo bronze conquistado também no revezamento mas do Mundial de Juvenis, na Polônia.
A veterana Rosemar Coelho Neto destacou a sensação maravilhosa de obter a classificação e o desempenho brasileiro foi respeitável. O grupo terminou com o quinto tempo geral da eliminatória, que foi dominada pelo quarteto jamaicano com 42s24.
inícioPequim (China) - O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, deu mais um passo no projeto para o país receber as Olimpíadas-2016: apresentou o atleta do século 20, o ex-jogador Pelé, e a ex-jogadora de basquete Janeth como embaixadores da campanha ontem, em Pequim.
No evento, Nuzman lembrou sobre a responsabilidade do Comitê Olímpico Internacional (COI) em proporcionar uma chance inédita ao continente sul-americano.
- O COI tem a chance de abraçar a América do Sul pela primeira vez. É a oportunidade de trazer o evento a um novo continente, a um novo mundo, a uma nova juventude. Trata-se de um importante movimento social -, comentou Nuzman em entrevista concedida na Casa Brasil em Pequim. O comandante do COB ressaltou o amor do povo brasileiro pelas modalidades esportivas. Na visão de Nuzman, o Rio de Janeiro pode oferecer muito ao mundo olímpico, até pela experiência vivida nos Jogos Pan-americanos do ano passado.
- Temos experiência e bom resultados para entregar. O Pan do Rio foi organizado com nível olímpico -, ressaltou Nuzman, que acredita que a realização da Copa do Mundo de 2014 é benéfica para o projeto olímpico do Brasil.
- Acho positiva a realização do Mundial de futebol. Países como México, Alemanha e Estados Unidos receberam Copa do Mundo e Olimpíadas na seqüência. Teremos muitas coisas prontas dois anos antes dos Jogos -, finalizou Nuzman. Já Pelé e Janeth acreditam que a realização do evento na cidade carioca poderá ajudar no desenvolvimento do Brasil.
- Estive aqui na China há seis anos e vi o desenvolvimento que o país teve nesse curto período. Então uma Olimpíada poderá melhorar o Brasil -, apontou Janeth, que disputou quatro Jogos Olímpicos. Já Pelé garantiu que o Brasil estará preparado para receber o evento.
- O Brasil é o país do esporte, tem vocação para o esporte. A economia, que é algo que geralmente preocupa, também está forte. O Brasil estará preparado - ressaltou.
inícioPequim (China) - Depois de conviver com a pecha de "amarelona" pelos últimos quatro anos, a Seleção Brasileira feminina de vôlei parece ter expurgado todos os seus fantamas na semifinal dos Jogos Olímpicos de Pequim.
Enfrentando a seleção da China, atual campeã olímpica
e com 17 mil torcedores contra, a equipe do técnico José Roberto
Guimarães venceu as rivais por 3 sets a 0, parciais de 27/25, 25/22
e 25/14.
Semifinalistas nas últimas quatro Olimpíadas, a seleção
verde-amarela finalmente conseguiu alcançar a inédita final,
depois de duas derrotas para a Rússia (em 2004 e 1992, quando jogou
como Comunidade dos Estados Independentes) e duas para Cuba (1996 e 2000).
Sem ainda perder sets em Pequim-2008, o Brasil lutará pela medalha de ouro amanhã, às 9 horas (horário de Brasília), contra os Estados Unidos. Apesar da força no cenário internacional, onde é atual líder do ranking, o Brasil nunca havia conseguido mais do que duas medalhas de bronze, marca que agora será superada com a garantia de, no mínimo, a prata na China.
As norte-americanas che-gam embaladas após des-pachar as favoritas Itália e Cuba, primeiro com uma virada sensacional e depois com um verdadeiro passeio diante das caribenhas. Mas o retrospecto este ano é favorável ao time brasileiro, que bateu as rivais por incontestáveis 3 a 0 na fase final do Grand Prix, onde terminou como campeão.
De quebra, é a grande chance de Zé Roberto conquistar a sua segunda medalha olímpica. Se em Barcelona, ele fez história ao conduzir o time masculino à primeira medalha de ouro dos esportes coletivos do Brasil, ele agora pode levar as mulheres à sonhada medalha de ouro.
A vitória de ontem se baseou justamente no ponto mais criti-cado do Brasil no último ciclo olímpico: os momentos decisivos. Após sair bem atrás no primeiro set, a equipe nacional teve capacidade de buscar o placar.
Ainda assim, conseguiu salvar dois set points e não desperdiçou sua única chance de fechar a etapa, em ponto convertido por Sheilla.
No segundo set, o Brasil foi melhor, mas deu alguns pontos em erros não-forçados para as rivais e provocou uma reta final de set tensa. Aí, valeu a capacidade do técnico José Roberto Guimarães, que tirou Paula Pequeno, que ia bem no ataque, para colocar Jaqueline e melhorar a recepção.A alteração deu certo e, contando com erros chineses, as brasileiras fizeram cinco pontos seguidos, chegando ao set point com 24 a 20 no placar. Sheilla e Mari então jogaram para fora e novamente Zé Roberto precisou intervir, parando o jogo e acalmando suas atletas. Na volta, porém, nenhuma instrução precisou ser utilizada, já que Zhou sacou na rede e deu mais um set para o Brasil. O ponto da classificação veio com um ace de Jaqueline.
Aparentando maior tranquilidade com a boa vantagem construída, o Brasil jogou mais solto no terceiro set e não demorou para abrir 8 a 2. A esta altura, a grande torcida chinesa já estava calada. As orientais melhoraram na etapa, mas era tarde demais para voltar ao jogo diante de uma equipe que se mostrou extremamente focada em quadra e fechou o último set em 25 a 14.
inícioA Seleção Brasileira masculina de vôlei encara hoje, às 9h, a Itália, na luta por um lugar na disputa pela medalha de ouro. O duelo será uma reedi-ção da decisão das Olimpíadas de Atenas, que terminou com placar favorável de 3 sets a 1 para os brasileiros. Desde então, porém, a Itália iniciou uma derrocada, tendo dificuldades até mesmo para se classificar para a fase final da Liga Mundial, algo que, por exemplo, não conseguiu na edição 2008 da disputa.
Esta será a quinta semifinal Olimpíca do Brasil, que conseguiu
passar para a decisão em 1984, quando venceu justamente a Itália,
além de 1992 e 2004. A única derrota se deu em 1988, nos Jogos
de Seul.
"A Itália vem com moral, confiança depois da vitória
sobre a Polônia. Mas a pressão está com a gente, a maior
responsabilidade é do Brasil. Contra a Itália, não tem
relaxamento, é um clássico, mas sinto que o time está
numa crescente", disse o técnico Bernardinho.
Para o meio-de-rede André Heller, a solução é transferir, durante o jogo, toda essa pressão para o outro lado da rede. "É um time muito perigoso. É um adversário tradicional, a rivalidade é normal é cotidiana. Mas o time brasileiro está crescendo", completou o brasileiro.
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