Jornal O Norte

João Pessoa, Quarta-Feira, 19 de Novembro de 2008

Nacional


Caixa financia bens de consumo

CRÉDITO Medida abrange a compra de eletrodomésticos, eletrônicos, móveis, TV, vídeo e material de construção

A Caixa Econômica Federal vai liberar R$ 2 bilhões para financiar bens de consumo diretamente no varejo e estimular a economia brasileira, afetada pela crise financeira justamente na falta de crédito em circulação. Segundo informou a instituição, a medida abrange a compra de eletrodomésticos, eletrônico, móveis, TV e vídeo, além de material de construção.

A linha de crédito, chamada de Crediário Caixa Fácil, é destinada a pessoas físicas e o valor máximo do financiamento é de R$ 10 mil, com prazo de 24 meses. As taxas são prefixadas de acordo com cada varejista. O pagamento será realizado por meio de boleto ou débito em conta corrente.

"Com esse novo produto, a Caixa entra no financiamento direto das vendas de varejo, atuando dentro das lojas parceiras e concedendo o crédito no ato da compra", informou.

Com a medida, o banco informou que pretende "incentivar a demanda por bens de consumo e expandir o volume de concessão de crédito, beneficiando, principalmente, a população de menor renda".

Conforme a Caixa, dos R$ 2 bilhões disponíveis, R$ 100 milhões já foram liberados, para aplicação nos primeiros 12 meses, em quatro contratos assinados no evento de lançamentos.

SAIBA MAIS

A Caixa divulgou esta semana a ampliação do limite de financiamento para compra de material de construção de R$ 7.000 para R$ 25 mil. O empréstimo tem juros de 6% a 8,16% ao ano, de acordo com a faixa de renda - com limite em R$ 1.900.

A linha de crédito chamada de Construcard FGTS prevê prazo do financiamento em até 40 meses. A contratação é simplificada, diretamente nas agências da Caixa, e permite incluir até 15% do valor do material para custos de mão-de-obra.

Para renda acima de R$ 1.900, há a opção da linha de crédito Construcard Caixa/SBPE, com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. O limite mínimo de empréstimos nesse caso é de R$ 1.000 e valor máximo conforme a capacidade de pagamento aprovada para o tomador.

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Brasil detém 3º maior índice da América do Sul

O Brasil é o país com o terceiro maior índice de mortalidade infantil na América do Sul. A informação consta do Relatório sobre a Situação da População Mundial 2008, divulgado ontem pelo Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa). De acordo com o estudo, a estimativa para este ano é que, em cada grupo de mil crianças nascidas vivas no país, 23 morram antes de completar 1 ano de idade. O índice brasileiro só não é maior do que o da Bolívia, com 45 mortes, e o do Paraguai, com 32.

Na América do Sul, a menor taxa foi registrada no Chile, que apresenta uma média de sete mortes para cada grupo de mil crianças nascidas vivas. Em seguida, aparecem Argentina e Uruguai, ambos com 13 óbitos, e Venezuela, com 17.

De acordo com o relatório, o Brasil registra também registra o terceiro pior índice em relação à expectativa de mortalidade entre crianças menores de 5 anos para 2008.

A estimativa é que 32 meninos e 24 meninas nessa faixa etária em cada grupo de mil crianças nascidas vivas morram em decorrência das chamadas doenças da infância. A primeira posição nesse ranking é ocupada pela Bolívia, com taxas de 64 (meninos) e 55 (meninas). Em segundo, vem o Paraguai, com 43 e 32, respectivamente.

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