"A crise é global e requer uma resposta global", afirmou ontem o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, em sua primeira entrevista coletiva após vencer o candidato republicano, John McCain, e tornar-se, aos 47 anos, o primeiro negro a governar o país. O democrata afirmou que "enfrentamos o maior desafio econômico de nossas vidas. Teremos que atuar rapidamente para resolvê-lo".
Acompanhado pelo vice, Joe Biden, Obama disse "com certeza precisaremos de mais ações. E precisaremos da aprovação de um programa de estímulo, focando na questão de empregos. Porque isso tem um impacto na capacidade das pessoas comprarem serviços e produtos".
Barack Obama disse que espera que esse novo programa de incentivos seja aprovado rapidamente e, se não for, fará com que seja aprovado quando tomar posse.
Sobre reunião com o presidente George W. Bush, Obama afirmou que "o povo americano vai mal. É um bom momento de deixar a política de lado, e é isso que vou levar à conversa com o presidente".
Obama afirmou também que conversou sobre a crise com outros presidentes, como Bill Clinton e George Bush (pai). Ele também disse, ao ser questionado sobre um possível aumento de impostos, que seu programa prevê cortes para a classe média e o aumento de postos de trabalho, mas que continuará monitorando a economia .
Dados divulgados ontem mostraram que a economia dos EUA perdeu 240 mil empregos em outubro, levando o total de perda de vagas acumulado no ano a 1,2 milhão. O desemprego cresceu de 6,1% para 6,5%, a mais alta desde março de 1994.
Sobre o Irã, o presidente eleito disse que não ceita a produção de armas nucleares por aquele país. "A produção de armas nucleares pelo Irã é inaceitável. O apoio a organizações terroristas tem que acabar. Ainda vou ler a carta enviada por Mahmoud Ahmadinejad (presidente do país) e vamos responder adequadamente", disse.
O presidente eleito dos Estados Unidos disse que ainda vai avaliar a forma como vai lidar com o Irã. "Quero enviar os sinais certos para todo o mundo", disse.
O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad chegou a enviar felicitações a Barack Obama pela vitória nas eleições. A relação entre os dois países é tensa. O governo Bush considera o Irã como país que apóia o terrorismo e acusa Teerã de querer produzir energia nuclear para fins militares, fato desmentido pelos iranianos.
Fora a questão econômica, um das mais urgentes prioridades na agenda de Obama será tratar da guerra no Iraque e no Afeganistão. Para isso o presidente eleito passou as últimas 48 horas analisando os relatórios que recebeu da CIA, FBI e demais serviços de segurança nacional.
inícioO primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, foi interrogado ontem pela Polícia em sua residência de Jerusalém sobre uma suposta fraude com faturas duplicadas, conhecida como caso Rishon Tours, informaram fontes oficiais.
O porta-voz da polícia, Miki Rosenfeld, explicou que o interrogatório durou duas horas e é o nono nos últimos meses.
Os investigadores suspeitam de que o primeiro-ministro e a citada agência apresentaram faturas duplicadas a diferentes organismos e instituições relacionadas às viagens dele ao estrangeiro.
Segundo as investigações, a Rishon Tours duplicava os bilhetes e despesas de hotel, o que reportava um lucro que se depositava em uma conta privada, no nome do primeiro-ministro, que depois a agência usava para as férias de Olmert e sua família.
O caso Rishon Tours é uma das várias investigações que o Departamento de Fraude israelense tem abertas contra o chefe de governo. Outras são por suborno e suborno.
inícioPelo menos 253 mil pessoas fugiram de suas casas desde setembro na província de Kivu Norte, epicentro de combates entre o Exército e a rebelião no leste da República Democrática do Congo (RDC), que foram retomados ontem, informou a ONU.
"Desde setembro, calculamos que 253 mil pessoas tiveram que se deslocar em Kivu Norte", disse Elisabeth Byrs, porta-voz do Escritório de Coordenação da ONU para Assuntos Humanitários (OCHA) en Genebra.
A este número é preciso acrescentar os 800 mil deslocados que já existiam em conseqüência dos conflitos anteriores. Os combates entre o Exército congolês e a rebelião recomeçaram ontem 15 km ao norte de Goma, capital de Kivu Norte.
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados informou que os disparos perto do campo de refugiados de Kibati interrompeu a distribuição de ajuda e provocou pânico entre a população do local.
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