Jornal O Norte

João Pessoa, Quarta-Feira, 19 de Novembro de 2008

Internacional


Obama diz que crise precisa de ação global

ESTADOS UNIDOS Presidente frisou que vai discutir situação econômica do País com Bush. No ano, País perdeu 1,2 milhão de postos de trabalho

"A crise é global e requer uma resposta global", afirmou ontem o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, em sua primeira entrevista coletiva após vencer o candidato republicano, John McCain, e tornar-se, aos 47 anos, o primeiro negro a governar o país. O democrata afirmou que "enfrentamos o maior desafio econômico de nossas vidas. Teremos que atuar rapidamente para resolvê-lo".

Acompanhado pelo vice, Joe Biden, Obama disse "com certeza precisaremos de mais ações. E precisaremos da aprovação de um programa de estímulo, focando na questão de empregos. Porque isso tem um impacto na capacidade das pessoas comprarem serviços e produtos".

Barack Obama disse que espera que esse novo programa de incentivos seja aprovado rapidamente e, se não for, fará com que seja aprovado quando tomar posse.

Sobre reunião com o presidente George W. Bush, Obama afirmou que "o povo americano vai mal. É um bom momento de deixar a política de lado, e é isso que vou levar à conversa com o presidente".

Obama afirmou também que conversou sobre a crise com outros presidentes, como Bill Clinton e George Bush (pai). Ele também disse, ao ser questionado sobre um possível aumento de impostos, que seu programa prevê cortes para a classe média e o aumento de postos de trabalho, mas que continuará monitorando a economia .

Dados divulgados ontem mostraram que a economia dos EUA perdeu 240 mil empregos em outubro, levando o total de perda de vagas acumulado no ano a 1,2 milhão. O desemprego cresceu de 6,1% para 6,5%, a mais alta desde março de 1994.

Democrata quer iniciar diálogo com o Irã

Sobre o Irã, o presidente eleito disse que não ceita a produção de armas nucleares por aquele país. "A produção de armas nucleares pelo Irã é inaceitável. O apoio a organizações terroristas tem que acabar. Ainda vou ler a carta enviada por Mahmoud Ahmadinejad (presidente do país) e vamos responder adequadamente", disse.

O presidente eleito dos Estados Unidos disse que ainda vai avaliar a forma como vai lidar com o Irã. "Quero enviar os sinais certos para todo o mundo", disse.

O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad chegou a enviar felicitações a Barack Obama pela vitória nas eleições. A relação entre os dois países é tensa. O governo Bush considera o Irã como país que apóia o terrorismo e acusa Teerã de querer produzir energia nuclear para fins militares, fato desmentido pelos iranianos.

Iraque e Afeganistão

Fora a questão econômica, um das mais urgentes prioridades na agenda de Obama será tratar da guerra no Iraque e no Afeganistão. Para isso o presidente eleito passou as últimas 48 horas analisando os relatórios que recebeu da CIA, FBI e demais serviços de segurança nacional.

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Primeiro-ministro de Israel interrogado sobre suposta fraude financeira

Polícia ouviu Ehud Olmert sobre caso de irregularidades com faturas duplicadas

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, foi interrogado ontem pela Polícia em sua residência de Jerusalém sobre uma suposta fraude com faturas duplicadas, conhecida como caso Rishon Tours, informaram fontes oficiais.

O porta-voz da polícia, Miki Rosenfeld, explicou que o interrogatório durou duas horas e é o nono nos últimos meses.

Os investigadores suspeitam de que o primeiro-ministro e a citada agência apresentaram faturas duplicadas a diferentes organismos e instituições relacionadas às viagens dele ao estrangeiro.

Segundo as investigações, a Rishon Tours duplicava os bilhetes e despesas de hotel, o que reportava um lucro que se depositava em uma conta privada, no nome do primeiro-ministro, que depois a agência usava para as férias de Olmert e sua família.

O caso Rishon Tours é uma das várias investigações que o Departamento de Fraude israelense tem abertas contra o chefe de governo. Outras são por suborno e suborno.

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ONU aponta que conflito causa o deslocamento de 253 mil pessoas no Congo

Combates entre soldados do Exército e rebeldes provocaram a fuga da população

Pelo menos 253 mil pessoas fugiram de suas casas desde setembro na província de Kivu Norte, epicentro de combates entre o Exército e a rebelião no leste da República Democrática do Congo (RDC), que foram retomados ontem, informou a ONU.

"Desde setembro, calculamos que 253 mil pessoas tiveram que se deslocar em Kivu Norte", disse Elisabeth Byrs, porta-voz do Escritório de Coordenação da ONU para Assuntos Humanitários (OCHA) en Genebra.

A este número é preciso acrescentar os 800 mil deslocados que já existiam em conseqüência dos conflitos anteriores. Os combates entre o Exército congolês e a rebelião recomeçaram ontem 15 km ao norte de Goma, capital de Kivu Norte.

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados informou que os disparos perto do campo de refugiados de Kibati interrompeu a distribuição de ajuda e provocou pânico entre a população do local.

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