Os pequenos empresários que possuem barracas na praia do Bessa aos poucos vão conseguindo jogar para a frente o seu problema. O Patrimônio da União recuou em sua posição e já admite que a Prefeitura de João Pessoa deve promover a reurbanização da orla marítima, sem trazer prejuízos para os empresários nem para o meio ambiente.
A posição da Prefeitura de João Pessoa é pela derrubada das barracas. O Ministério Público deu prazo até 28 de fevereiro de 2009 para a retirada de todos os quiosques do Bessa. A Prefeitura acatou a idéia. Os donos das barracas querem que a Prefeitura faça no Bessa o mesmo que foi feito em Tambaú e Cabo Branco.
"Se fossemos contra a permanência de barracas nas praias não tínhamos aprovado a permanência de barracas nas orlas de Cabo Branco e Tambaú. O que sugerimos foi apenas a retirada de mesas e cadeiras da areia em Tambaú e Cabo Branco e o ordenamento do Bessa", disse Wellison Silveira, gerente regional do Patrimônio da União.
Pela fala do gerente do Patrimônio da União nota-se que a posição
do órgão é diferente da posição da Prefeitura.
O poder público municipal quer a retirada imediata das barracas. O
Patrimônio da União quer a reurbanização sem prejuízos
para o meio ambiente e para os comerciantes. São essas duas posições
que estão em jogo.
Na pauta - O ministro Eros Grau, do TSE, pediu pauta ontem para o julgamento
de dois recursos dos advogados do governador Cássio Cunha Lima. Dois
processos pedem a cassação do governador. Nos próximos
dias os dois recursos devem ser julgados. Um deles pede para que o processo
volte ao TRE para ouvir o vice-governador José Lacerda.
Os donos do mundo - Os postos de venda de gasolina de João Pessoa praticam dois preços nas bombas. Se o cliente pagar em dinheiro o preço é um. Se pagar no cartão o preço é outro bem mais alto. O mais grave é que o preço está estampado na bomba. O cliente reclama, mas os donos de postos dizem que têm que pagar os encargos do cartão.
Que coisa! - Uma mulher ligou ontem para um programa de rádio e denunciou que uma mãe está levando a filha para se prostituir numa igreja evangélica no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa. A mulher não disse o nome da igreja nem da mãe que vende a filha para o mercado de sexo. Mas ela garante que o principal cliente da menina é um pastor.
Briga jurídica - O procurador José Guilherme Ferraz garante que o advogado Abelardo Jurema Neto viajou a Brasília com passagem paga por "órgão público". O procurador, agora, precisa dizer que órgão pagou a passagem do advogado até Brasília. Jurema e Ferraz batem boca via mídia há mais de uma semana e pelo visto não vão parar tão cedo.
Vai conseguir - O vereador Durval Ferreira, aos poucos, vai consolidando a sua reeleição na presidência da Câmara Municipal de João Pessoa. Durval deverá contar com o apoio do "Grupo dos Sete", liderado pelo vereador Hervázio Bezerra e tem, também, o apoio de vários vereadores da base de sustentação do prefeito.
Venceu geral - O grupo de Expedito Pereira fez um barulho danado, mas ontem o ministro Marcelo Ribeiro, do TSE, decidiu não acolher o recurso do Ministério Público Eleitoral contra o deferimento do registro da candidatura de Jota Junior, prefeito reeleito de Bayeux. Jota ganhou a eleição no voto e no tapetão e diz que se tiver 3º turno ganha de novo.
Com Durval - O vereador Geraldo Amorim não faz parte do "Grupo dos Sete" na Câmara Municipal. Geraldo disse que foi convidado por Hervázio Bezerra, mas rejeitou o convite. "Estou com Durval", diz ele.
Grupo forte - Hervázio tenta fortalecer o grupo para a formação de uma mesa eclética. O vereador Durval Ferreira trabalha com a possibilidade de atrair Hervázio e formar uma mesa com todos os partidos.
Calado - O vereador eleito Fernando Milanez anda muito calado a respeito da eleição da mesa da Câmara Municipal. "Ainda é cedo para se falar nesse assunto. Isso só será resolvido em dezembro", acredita.