O governador do Ceará, Cid Gomes, encontrou um novo meio de tentar garantir que a bancada defenda as obras que deseja dentro do Orçamento da União para 2009: ele ofereceu a cada deputado R$ 2 milhões liberados para os projetos de preferência dos deputados em troca da aprovação dos recursos. E, de quebra, mais R$ 1,5 milhão quando o governo federal emitir as ordens de pagamentos relativas às emendas aprovadas.
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Assim, Cid espera unir as obras de interesse dos políticos com aquelas que interessam ao governo estadual. Se a moda pega, o governo federal vai perder o papel de principal canal de negociação do Orçamento com os parlamentares.
Após a derrota acachapante na eleição paulistana, Geraldo Alckmin prometeu definir seu futuro político somente após o PSDB escolher qual será o candidato à Presidência da República. Mas para não cair no ostracismo, programa visitas pelo interior de São Paulo. Aliados dizem que ele só aceitará disputar eleição majoritária com uma convocação no partido.
Mas Alckmin não está tão em alta entre os tucanos paulistas. Para se refazer, ensaia a reaproximação com o governador José Serra, que também não deseja briga com o ex-governador. Em recente conversa entre os dois, Serra disse a Alckmin: "Nós dois perdemos três eleições, agora temos que nos unir para vencer a próxima". Ambos foram derrotados duas vezes para a prefeitura de São Paulo e uma para presidente.
Agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) reclamavam que estão cada vez mais sozinhos. O general Felix não defende o trabalho da agência e nem seus servidores. E Paulo Lacerda, afastado, idem.
Milton Monti (PR-SP) vem aí. Como pré-candidato a presidente da Câmara. A turma aliada a Michel Temer acha que a pré-candidatura não passa de uma intenção de negociar um lugar ao sol em 2009.
Os líderes do PR, Luciano Castro (RR), e do DEM, ACM Neto (BA), bateram boca em reunião, a portas fechadas, com representantes do Ministério da Fazenda sobre a MP n° 443. O democrata reclamou que o deputado do PR queria colocar "sacanagens" no texto ao sugerir que não fosse estabelecido um prazo para o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal comprarem instituições financeiras.
Uma produtora independente produz o documentário Raça, sobre a questão racial no Brasil. Além de quilombolas, os produtores escolheram o senador Paulo Paim (PT-RS) como protagonista. O grupo não desgruda do petista nem na hora das entrevistas.
O relator da reforma tributária, Sandro Mabel (PR-GO), forneceu rosquinhas fabricadas por sua empresa para os deputados que participaram de sessão sobre o tema. Um deputado brincou: "Os biscoitos estão como a reforma tributária, difícil de engolir. O Sandro deveria fornecer leite para ajudar a descer".