O meio de comunicação entre os homens, utilizando elementos de linguagem de acordo com sua preferência sem preocupação estética para expressar o que sente.
A glotologia é a ciência que estuda os princípios gerais da formação e evolução da linguagem.
Nesses últimos 50 anos, muitos expressões caíram em desuso.
Vejamos o que se dizia ontem e hoje: Araje - brisa; barafunda - tumulto; empleitou - contratou; inté - até; leréia - história complicada; malenculia - melancolia; quaje - quase; rabicho - intensa paixão; turica - desmaio; doce gelado - picolé; confeite - bala; gasosa - guaraná; carne do Ceará - charque; zinebra - aguardente; bicada - dose de aguardente; papuda - mistura de aguardente; lambedor - xarope; gonorréia - blenorragia; bico - chupeta; gagau - mingau; fuxiqueira - leva e traz conversas; anedota - piada; mocotó - tornozelo; refresco - suco; latrina - privada; rier - marcha à ré; gaita - buzina; pinico - urinol; bruxa - boneca de pano; fubica - carro velho; quengo - concha; petisqueiro - armário de cozinha; pipi - xixi; medidor - hidrômetro; califon - soutien; estuquiar - ondular o cabelo; pacote - embrulho; avexado - apressado; chiquito - sapato de recém nascido; mexerico - delator; calunga -a judante de caminhão; chapeado - carregador de volumes; melinculia - melancolia; sirrir - rir; tristrura - tristesa; vevi - vivem; empapuçou - fazer inchar; brochou - falhou sexualmente; brocha - tacha, pequeno prego; arriba - para cima; tapou - vedou; lascou-se - perdeu; pau-cantou -briga; deu na lasca - acertou; alumeiou - clareou; areriba - levantar; morre não morre - moribundo; ambicioneiro - ambicioso; bule - garrafa térmica; aguidar - bacia de terra cota; jarra - forma; quartinha - moringa; cuviteeiro - candeeiro; mosqueteiro - curtinado; abafador - camisa do bule; precata - alpercata; cocô - fezes; mijo - urina; catinga - odor; fresco - viado; viado - homosexual; xamego - amigação; amigado - amancebado; amancebado - vida a dois; garrafa - vasilhame; deflorou - desvirginou; cheaufer - motorista, liforme - terno; riuna - botina; retrato - foto; cueca - zorba; aparelho - vaso sanitário; chapa - prótese dentária; rapariga - profissionais do sexo; prostíbulo - cabaré; lupanar - casa de tolerância; casa de recurso - pequeno motel; zanolho - estrábico; zarolho - vesgo, que só tem um olho; gasto - doença em recém nascido; caçoar - pequena mentira; caganeira - diarréia; bufé - movel para guardar louças; tropicão - topada; gasear - faltar aula; impigem - dermatose com fungos; peitica - intrometido; implicar - contender; maneta ou cotó - sem braço; cuviteiro - acoita namoro; cangaia - chifre, corno; priquito - vagina; caçoar - mangar; bruaca - bolsa; manco - perneta; barrer - varrer.
Todo os países possuem um patrimônio de tradições que é transmitido oralmente e conservado pelos costumes. No entanto eles assumem uma linguagem gestual, a exemplo de de “dar bananas” ou estirar a língua como um desaforo.
A história etnográfica revela riqueza incalculável na nossa universalidade nos repertórios orais ou no hábito normal.
Do ponto de vista da linguagem o povo não fala errado. O filólogo já tem salientado o “sabor” da linguagem. Nós vivemos mergulhados na cultura de nossas famílias, dos amigos e das relações afetuosas.