Um poderoso conglomerado japonês inaugura, em plena Los Angeles, a
Torre Nakamoto. Na festa de lançamento uma série de empresários
americanos são convidados, por estarem negociando com os japoneses.
Entretanto misteriosamente a garota de um dos executivos orientais aparece
assassinada, durante a festa. Para investigar o caso são chamados o
agente Web Smith e John Connor, que viveu durante muito tempo no Japão.
Enquanto Connor ensina a Smith aspectos da cultura niponica, ambos investigam
o assassinato.
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PopTevê - Ser famosa não é moleza - Fabiana Karla que o diga. Graças à popularidade de suas personagens em "Zorra Total", a atriz tem sofrido - literalmente - nas mãos dos fãs. "Sou muito beliscada na rua! Às vezes, fico até roxa", revela ela, entre risadas. Bem-humorada, ela diz que algumas pessoas vão além. "Ainda tem marmanjo que pergunta: 'apertar pode?'", diverte-se, fazendo referência ao bordão da Doutora Lorca.
inícioNão é a primeira vez que Jayme Monjardim revisita a vida e a obra de sua mãe, a cantora e compositora Maysa, morta em 1977. Curiosamente, seu primeiro trabalho como diretor foi um curta, no ano de 1979, sobre a história da artista. "Era uma homenagem após dois anos da morte dela. Acho que foi ela quem me direcionou para a carreira que escolhi", confessa Monjardim.
Hoje, 29 anos depois, o diretor celebra a mãe mais uma vez através da minissérie de nove capítulos "Maysa - Quando Fala O Coração" - que estreou nesta semana, na Globo. "Durante anos, amadureci a ideia de fazer um longa sobre ela. Até que apresentei a proposta à Globo e eles toparam. Fiquei muito feliz!", relembra.
Apesar de decidido a resgatar a trajetória de Maysa, desde o dia que soube que o projeto da minissérie havia sido aprovado pela emissora, Monjardim ficou ressabiado. "É preocupante dirigir uma obra de uma cantora famosa e polêmica. Ainda mais sendo o filho dela. Porque as pessoas logo pensam: será que ele vai ser imparcial?", admite, garantindo que procurou ser o menos emocional possível na hora de dirigir a produção. "Me preparei por muitos anos para esse trabalho. Jamais faria se não estivesse anestesiado", confessa.
Embora tenha separado o sentimento do filho do olhar do diretor, Monjardim admite que em alguns momentos da minissérie - que foi gravada de agosto a outubro de 2008 - ficou abalado. "Tiveram várias cenas difíceis. Mas a pior foi a do acidente. É que ficou realmente impactante. A pancada foi violenta e parecida com o que aconteceu mesmo", reconhece ele, referindo-se ao acidente de carro na ponte Rio-Niterói que matou Maysa em 1977.
Apesar de ter se comovido em algumas ocasiões, na maioria das vezes, ele se manteve distante. "Fui bem contido. Consegui ficar no meu casulo, quietinho. Imagina se caísse em prantos em toda gravação? Não daria certo. Tive de me controlar", analisa.
Por incrível que pareça, para Monjardim, o mais difícil da minissérie não foi revisitar o passado da mãe. Mas sim se controlar ao dirigir os dois filhos, André Matarazzo, de 10 anos, e Jayme Matarazzo, de 22. Até porque, na produção, os dois meninos interpretam o diretor na infância e na juventude.
"Foi uma experiência incrível dirigir meus filhos. Mas confesso que fiquei meio balançado...", conta o diretor, acrescentando que só permitiu que eles fizessem um teste para o elenco por insistência de Manoel Carlos, autor da minissérie. "Depois que vi o resultado dos testes, não podia negar essa chance a eles", admite.
Além de contar a história de vida de sua mãe e de ter no elenco seus dois filhos, "Maysa - Quando Fala O Coração" teve um gosto especial para Monjardim por outro motivo. É que o diretor contou com o auxílio de Affonso Beato na direção da minissérie. "O Affonso me ajudou a encontrar o enquadramento ideal para as cenas. Construiu a estética da minissérie", elogia ele, referindo-se ao consagrado diretor de fotografia, que é responsável pelas tomadas de "Tudo Sobre Minha Mãe" e "Carne Trêmula", filmes do diretor espanhol Pedro Almodóvar. Se Monjardim atribui a Beato a riqueza visual da minissérie, ele concede à atriz gaúcha Larissa Maciel uma fartura de sensações. "A Larissa me surpreendeu. Ela deu um toque pessoal à Maysa e fez um trabalho impecável", derrete-se.
Monjardim lembra, contudo, que a minissérie não teria sido realizada se ele não tivesse tido acesso às quase 100 pastas de material com recortes de jornais e revistas, fotos, cartas e diários de Maysa. "Minha mãe nesse ponto foi incrível. Guardava tudo. Por algum motivo intuitivo, acho que ela imaginou que deveria guardar todo esse material", supõe ele, que, além da minissérie, lança, agora em janeiro, um CD duplo com gravações originais de Maysa, e um livro com textos e fotos da cantora e dos bastidores da minissérie.
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